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Quem é o verdadeiro psicopata?

O termo “psicopata” é bastante utilizado pela sociedade em geral, porém na maioria das vezes de forma equivocada. Com frequência nos deparamos com casos que repercutem na mídia de pessoas que cometem um assassinato e não expressam culpa pelo seu ato. Logo o senso comum rotula: Psicopata! É importante destacar que o psicopata nem sempre se parece com aqueles personagens de filmes com cara de mau, que matam e estripam pessoas. Não! Então, quem é o verdadeiro psicopata?

A psicopatia caracteriza-se por um conjunto de traços de personalidade especificos que leva a pessoa a praticar desde pequenos golpes ou roubos até crimes de alta complexidade. Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro “Mentes Perigosas- o psicopata mora ao lado”, relata “a cada 25 pessoas 1 é perversa, desprovida de culpa, e capaz de passar por cima de qualquer ser humano para satisfazer seus próprios interesses. Os psicopatas são 4% da população”. Seguindo esta lógica, podemos dizer que eles podem estar em muitos lugares por onde passamos.

De acordo com o CID 10 – Classificação Internacional das Doenças, o psicopata é uma pessoa portadora de transtorno de personalidade dissocial, que tem certas características como egoísmo acentuado, não sentem arrependimento pelos seus atos, possuem valores morais distorcidos e sentem prazer diante do sofrimento alheio.” Eles utilizam-se da mascara da simpatia e da boa articulação para enganar, manipular o outro e situações para que tudo “gire” a seu favor. Por exemplo, elogiam demais as pessoas, contam histórias tristes em que são benfeitores e sempre saem como heróis. Utilizam a mentira como sua ferramenta principal para manter o seu “personagem sendo até considerados pela sociedade como “bom pai” ou “vizinho bondoso, que auxilia a todos”. Por isto, muitas vezes passa despercebido.

É importante salientar que muitos traumas e vivências na época da infância colaboram para desencadear o transtorno de personalidade antissocial. Crianças vítimas de abusos (emocional, físico, sexual), abandono e negligência na infância. Há também considerações da área da neurologia de que exista uma desconecção no cérebro do psicopata, do sistema límbico, que é o sistema no cérebro responsável pelos afetos e pela emoção.

Não há cura ou tratamento efetivo para a psicopatia. Há medicamentos que podem auxiliar no controle de sua impulsividade, mas de cura efetiva, não há relatos conhecidos no meio acadêmico. Ana Beatriz autora do livro “Mentes Perigosas- o psicopata mora ao lado”, diz ” o grande tratamento para os psicopatas é a postura que temos com essas pessoas, a grande arma da sociedade, é não tolerar a impunidade”.

Autora: Majorie Valério Dias de Oliveira – Psicóloga

 

22 de janeiro de 2016

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